"Eu me divirto fazendo qualquer tipo de matéria"

Ontem eu estive em uma palestra do reconhecidíssimo jornalista, Marcos Uchôa. Vou contar para vocês que o cara é demais! Foi REALMENTE uma palestra, uma AULA de jornalismo, história e geopolítica. Marcos falou para um público de, aproximadamente, 150 pessoas que gosta mesmo do que faz. E eu acreditei. Penso que todos acreditaram.
Ele desmitificou a figura do jornalista de guerra dizendo que não concordava com a 'heroização' que as pessoas faziam dos profissionais que cobriam guerra. Explicou que eles (jornalistas) correm risco, mas estão em uma situação muito melhor do que as pessoas que moram em um país de conflito. E disse ainda, que é constrangedor cobrir esse tipo de assunto.
Uchôa explicou por que pediu demissão da Globo em 1998. Declarou que não estava conseguindo acompanhar o crescimento dos seus filhos e, por isso, resolveu parar de trabalhar, cuidar dos filhos e namorar mais um pouco a sua esposa. Mas, como o dinheiro uma dia acaba, ele teve que voltar para a labuta.
Além disso, o jornalista contou que se envolve emocionalmente com as matérias que faz. Falou que é impossível fazer uma matéria de uma catástrofe como, por exemplo, os maremotos na Idonésia, e não se emocionar ao ver tanta gente sofrendo. Disse, inclusive, que o fato de se envolver, torna a matéria mais 'humana'.

Marcos morou por 12 anos anos em Londres como correspondente intenacional da Globo e explicou por que voltou ao Brasil. Segundo ele, os filhos já estavam ficando muito 'ingleses' e precisavam voltar ao Brasil, para voltar a conviver com brasileiros. Ele disse que a alegria e receptividade do brasileiro não se encontra em lugar nenhum.

Depois que a palestra acabou, eu só tive coisas boas para contar. Apesar da palestra ser GRATUITA E ABERTA AO PÚBLICO, não houve um grande tumulto. A Faculdade Santo Agostinho está de parabéns por promover uma palestra como essa.

Pn. Minha caixa de emails está 'explodindo' por causa do post passado.

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Re: Re: Post Colado

Esse blog já teve a fase intimista, fase besteirol, fase engracadinha, fase vegetariana, fase séria e, agora, entra em uma nova fase... A "fase do copia e cola".

Vou contar a historinha...

Estava eu na rede procurando novos blogs para 'explorar', quando encontro o post GENIAL e engraçado no blog do Jonathan Schneck que, por sua vez, pegou do Geekologie.com. Achei tão legal, que traduzi o para o português, ajeitei no paint e posto agora pra você! ;-)

Então, eu sinceramente acho que a história do David não devia terminar assim. A Jane não foi nenhum pouco razoável! hahaha! A minha proposta é a seguinte: escreva para o email e3blog@gmail.com uma continuação ou um final diferente para essa 'historinha'. Vou postar tudo aqui. Divirtam-me!
Se você quer comentar, clique aqui.

Bjs!

Olha o Icebeeerg!!

Sabe aquela sensação de que só-estamos-vendo-a-ponta-do-iceberg? Isso é o que eu estou a sentir depois de ler artigos, jornais, crônicas e análises sobre a crise econômica que assola o mundo. E olha, que eu nem sou pessimista.

Era uma vez...

Tudo começou nos EUA, no dia 19 de outubro de 1987, com a 'famosa' Black Monday, quando o índice Dow Jones ficou super 'Down' e caiu tanto, que alcançou a marca de -22, 6%. A crise que, até hoje, não tem uma explicação plausível, se arrastou até o final da década de 80 e passou por boa parte do governo de Reagan e um pouco do mandato do Bush pai.

Em 1992, quando o mandato do Bush pai já estava acabando, o país já estava bem recuperado e crescia novamente. Com o crescimento, as pessoas começaram a comprar e o crédito aumentou. O FED (Federal Reserve System), Banco Central dos EUA, não queria saber de fiscalização. Afinal, para que fiscalização quando o país está crescendo?

Festinha! Festinha! O FED resolveu manter a taxa de juros baixa. Juros baixos? A pipoca da população se animou. Agora muitos poderiam comprar a tãão sonhada casa própria. O setor imobiliário se aqueceu. Todo mundo comprando (mesmo sem ter um tostão furado no bolso). O FED fingiu que não estava vendo os americanos comprando sem ter como pagar. Tudo bem. A MÃO INVISÍVEL do mercado cuida de tudo, né?

1993. Bill, o Clinton, assume.
"Tá bom. Agora vamos parar com essa festinha e procurar saber de onde os americanos estão tirando taaanto dinheiro para comprar casa própria, né?"- disse a Mão Invisível.
(Porém, como ela é invisível...)
"NÃO!"- respondeu Bill, o Clinton - "vamos recorrer à Fannie Mae e à Freddie Mac para que os americanos consigam mais empréstimos e possam comprar a casa própria!".
Fannie Mae (também conhecida como Federal National Mortage Association) e Freddie Mac (Federal Home Loan Mortage) são empresas paraestatais (parte privada, parte estatal) criadas em épocas difíceis para ajudar a galera que queria comprar casa em tempos de crise (ou seja, os consumistas motherfuckers, né?).

Enquanto isso, no FED, nem passava pela cabeça de Alan Greenspan, a palavra 'fiscalização'. O Chairman do Banco Central mais importante do mundo só via prosperidade, prosperidade, prosperidade...(ad ifinitum)

O finalzinho do governo Clinton teve uma 'turbulênciazinha' relacionada à ações de internet, mas o Alan estava otimista demais para admitir uma crise. Tudo bem.

Bush filho assume. Osama toca o terror com o atentado de 11 de setembro e apavora a população inteira dos EUA. Bush manda tropas para o Afeganistão. Pega ou não pega o Osama? Não pega. Dinheiro contra o terrorismo? Jogado fora.

Sadam Hussein faz festa no Iraque. "Mas... Peraí! Só quem pode fazer 'festinha' são os americanos! Os iraquianos não entendem de festas cool, tá?" Baseado nisso, Bush manda tropas para o Iraque. Então, os americans foram fazer uma 'festinha' mais heavy no Iraque. Os iraquianos não curtiram. Até hoje eles reclamam. E a festa americana lá no Iraque já dura 5 anos! Que rave de três dias, que nada! Massa mesmo é festinha de 5 anos!

2004. Bush filho se reelege. Alguns realistas conseguiram, finalmente, ver a Mão Invisível e esbravejaram: "BOLHA IMOBILIÁRIA!" Porém, o mano do FED, Alan Greenspan, retruca: "Não haverá crise imobiliária".
Pronto. A Mão Invisível fica invisível de novo.

Três anos se passaram e em 2007, mercado estava relativamente tranquilo, quando, de repente, a Mão Invisível 'baixa' no Alan e ele dispara: "A crise é inevitável". Ferrou! O Chairman acordou! Sabe como ele é conhecido agora? Mister Bubble ou, simplesmente, Senhor Bolha! haha! Agora que entendi o que o Babenco queria dizer quando chamou o Oscar Filho (CQC) de "bolha". Poxa, molecágem!

O resultado da declaração do Alan foi terror no mercado. Vários bancos agora tinham que assumir as dívidas. E muitos deles quebraram. Muitos americanos foram despejados, pois não tinham como pagar a dívida da casa própria.
As dimensões da crise são maiores do que muitos pensavam, por que além da recessão que a economia americana vive, os porcos capitalistas sacanas ainda espalharam os títulos da dívida imobiliária pelo mundo a fora. Agora, você se pergunta: "Como é que os bancos estrangeiros não perceberam que estavam 'entrando numa fria'?" Muito simples. Os yankees misturaram papéis que tinham garantias de serem pagos, com papéis que eram somente dívidas sem solução. É certo que os caras deviam ter analisado bem o que estavam comprando, mas... Os americanos foram sacanas, ein?
Lembrar: não confiar em porcos capitalistas americanos.
A crise hoje
É bem certo que a crise da economia americana causou o tal 'efeito dominó' nas economias do mundo todo. Se não bastasse a instabilidade da situação atual, vários países ricos como, Alemanha e Japão, já declararam que estão em recessão.
Esse ano o governo americano aprovou um pacote de 850 bilhões de dólares para tentar amenizar a situação. Só que precisamos lembrar que a dívida já passa de 1,3 TRILHÃO de dólares!
Essa política neoliberalista norte-americana de que o governo não deve intervir na economia, sempre ferra os EUA, mas eles sempre cometem o mesmo erro. Claro, as circunstâncias e modos são diferentes, porém, a essência é a mesma. Aposto que quando a tempestade passar, eles vão voltar a fazer tudo como antes.
Além disso, some aí a dívida pessoal dos americanos. Eles nunca estiveram tão endividados. É só ter um cartão de crédito, que eles saem comprando. E nem importa se eles têm crédito ou não para isso. O importante é comprar e comprar. Afinal, é preciso manter o 'american way of life'.
O que tem de diferente nessa crise, é que, nas crises anteriores, a decadência do sistema imobiliário era só um sintoma, hoje, porém, é a causa. E isso é o preocupante. Além do que, essa crise não tinha hora pior para chegar. Os países em recessão e a crise 'truando'.
E no Brasil?
"A crise não vai chegar no Brasil", disse o nosso Ecelentíssimo Presidente. Eu concordo. A crise não vai chegar, ela já chegou. Não tem como ficar no 'fantástico mundo de Lula' enquanto o 'Xuxa Park tá pegando fogo'. Não dá de ignorar que quase 18% da nossa exportação é para os Estados Unidos! Dependemos deles. Precisamos que eles comprem nossos produtos.
Não me venha com essa história que a crise vai afetar o mundo TODO e o Brasil vai permanecer intacto e imponente. Não dá para acreditar nessa fábula, né? Vamos ser realistas!
Um detalhe a ser salientado é que o Brasil precisa tomar cuidado com seus endividados. Não precisamos de uma crise aqui também. É certo que se diminuirmos o consumo, o País não cresce, mas é necessário cautela agora. Não podemos dar uma de consumidores inconsequentes e sair comprando tudo. Calm down, People. Consumam com moderação. O próximo ano tá chegando e vai ser dureza. Nada de fazer dívidas homéricas para o próximo ano, viu?
Quero muito estar enganada sobre a minha teoria do iceberg. Porém, pode ser mesmo que a gente esteja no Titanic e o capitão só consiga ver a a ponta do iceberg. Deixa eu ir pegar logo meu bote!
Para terminar, deixo uma frase da mais nova jornalista especialista em economia, Camila Oliveira:
"Depois do natal essa crise vai ferrar a gente gostoso".
Não sei você, mas eu acredito em Camila!
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Pn. Post grande é o meu mal.
Pn2. Espero que eu tenha ajudado alguém com esse MEGA texto!
Pn3. Espero que o meu 'bom humor' não tenha estragado o post.
Pn4. Um post sobre a crise com bom humor mesmo é o da Debs!
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Semana de Comunicação do CEUT

Passei parte dessa semana em um evento de comunicação promovido pelo CEUT (Centro de Ensino Unificado de Teresina) e tenho muito a dizer sobre. Confesso que já ia participar da realização e, só depois, pela comuncidade do CQC no orkut, fiquei sabendo que Rafael Cortez, o 'repórter conquistador' do CQC, estaria no evento.

Digamos que eu me empolguei, afinal, Rafael Cortez é um dos representantes do novo formato de jornalismo trazido ao Brasil, o CQC (Caiga Quien Caiga). E eu, claro, gosto muito da proposta do Mario Pergolini e Diego Guebel.

Percebi a importância do evento e me ofereci para cobrir o evento para o portal do curso de jornalismo da UFPI (Universidade Federal do Piauí). Minha editora concordou e lá fui eu, fazer a tal matéria para divulgar o evento. Quando cheguei lá, fiquei sabendo que a palestra do Rafael estava sendo planejada para um público de MIL PESSOAS. Eu não queria ser pessimista, mas eu sabia que ia dar confusão. E foi realmente o que aconteceu.

O bate-papo foi aberto ao público e quem tivesse disposto a pagar R$ 15,00 para ver Rafael Cortez, podia fazê-lo.
No dia (Terça-feira - 11/11/08)

O tumulto era inevitável agora. O Ginásio estava lotado (não com MIL PESSOAS, como o esperado - ainda bem!). Rafael Cortez chegou acompanhado por uma ''chuva de flashes" e um grupo de pessoas vislumbradas por sua presença.

Ele chegou, sentou, agradeceu pelo convite, falou da felicidade de estar em Teresina e prosseguiu falando como entrou para o CQC.

As perguntas começaram. Algumas boas, algumas que todo mundo sabia a resposta, outras que tinham a pretensão de serem engraçadinhas e não conseguiram, outras que surpreenderam mais pela resposta do Cortez, como, por exemplo, a que um radialista fez: "CQC educa?", ao que o Rafael respondeu rapidamente: "CQC é 'du caralho'!".

Durante todo o bate-papo, podia se ouvir gritinhos do tipo: "lindo", "gostoso", "te amo" e coisas do tipo.

Quando subiram no 'palco' para anunciar o fim do bate-papo, uma aglomeração se formou em torno do cara. Ele tentou acalmar a multidão dizendo: "Eu vou tirar foto com todo mundo", mas não foi o suficiente. A multidão o apertava ainda mais. Eu olhei, lamentei e saí do ginásio. Seria impossível falar com ele, agradecer pessoalmente a entrevista que ele concedeu ao Podcast e, quem sabe, tirar uma foto com o cara.

O fato é: tinha muita gente lá que via o Rafael como celebridade e não, como jornalista. E isso já era esperado. Foi irresponsabilidade da organização colocar tanta gente ali dentro. Falei com pessoas que nem sabiam o nome dele, mas estavam lá por que era o "cara da TV".

Sem querer desmerecer os fãs enlouquecidos e tal, mas ali não era lugar para aquilo. Estávamos lá para trocar idéias com o jornalista Rafael Cortez. E foi o que aconteceu por alguns momentos.

O fim da 'história' é que o povo saiu do ginásio correndo atrás do Cortez e eu me vi num 'mato sem cachorro'. De alguma forma a organização me colocou pra dentro do 'isolamento humano' que eles estavam fazendo pro Cortez e eu consegui dizer algumas coisas pra ele que, na hora, eu nem ouvi a resposta. Levei cotovelada, pisão e alguns motherfuckers puxaram meu cabelo.

Depois da confusão, consegui uma foto com o cara:



Os outros dias do evento foram melhores. Tenho que destacar a palestra do Fenelon sobre "Comunicação e Marketing Político" e a apresentação dos Trabalhos de Conclusão de Curso de alunos de jornalismo do CEUT e da UESPI.
O evento em si precisa ser melhorado. Espero que tenha servido de experiência.
O tema da semana foi "Desperte seu lado monstro". E no dia da palestra do Cortez vi um monte de gente "despertando seu lado monstro". hahaha!
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Pn. Aqui um vídeo que a Lígia fez do início da palestra do Cortez aqui em Teresina.
Pn2. Esse post tá meio atrasado, né?
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Existe um princípio inatingível que nós, jornalistas, temos que perseguir até o fim de nossas carreiras. Não importa o quanto ele seja abstrato, somos atormentados por ele a todo momento. E que princípio é esse? IMPARCIALIDADE. Ser imparcial é como buscar a perfeição nessa baixa terra. Isso não existe. É, isso mesmo. NÃO EXISTE. Talvez alguns jornalistas românticos possam acreditar na existência de um 'Jornalismo Imparcial', mas não é o meu caso. É claro que, em tudo que eu me proponho a produzir jornalisticamente, procuro ser o mais imparcial possivel. Porém, eu tenho a plena certeza que nunca atingirei a tão desejada 'imparcialidade'.

Na verdade, eu acredito que a imparcialidade é inalcançável em qualquer profissão e não, só no jornalismo. Antes de qualquer coisa, somos seres humanos com nossas subjetividades, preferências, interesses, princípios e, querendo ou não, isso influencia, por exemplo, na hora de produzir um texto (como esse que estou redigindo agora).

Eu sempre sou questionada sobre essa possível imparcialidade que a mídia deve que ter. Minha resposta é imediata: "Isso não existe". O simples fato de você escolher as fontes para contar um fato, pode comprometer a tal imparcialidade. As fontes podem ser altamente comprometidas, podem também 'inventar e enfeitar' os fatos. É triste, mas é real.

A pergunta é: 'Então, qual a vantagem de tentar ser imparcial, já que você nunca vai conseguir alcançar o objetivo?' Eu não tenho uma resposta coerente para essa pergunta, mas afirmo que isso dá a nós (jornalistas) uma certa 'áurea' de donos da verdade pura. Agora, se você quer e acredita que devemos ser imparciais, vem aqui e faz, por que essa eu quero ver!

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Pn. Comentários suuper produtivos nesse último post sobre as eleições americanas. Eu respondi algumas coisas... hihihihi =)
Pn2. O título é o trecho da música "Odisséia" do grupo Mutação
Pn3. Consegui fazer um post 'pequeno'! \o/
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God Bless the USA

No dia 05 de novembro os americanos elegeram seu mais novo presidente: Barack Obama Hussein II. Foi de fato uma eleição histórica. Votação recorde, gastos enormes e um maior espetáculo americano dos último anos.
Obama triunfou sobre a esperança e o orgulho ferido da maioria dos americanos. Os yankees cansaram da posição hostilizada em que se encontravam. O mundo todo tinha aversão à política belicosa de Bush e isso refletia e se aplicava à maioria dos americanos.
Os americanos não votaram só em Obama. Votaram na esperança, na mudança, na fé de que tudo pode se inverter. E aí está sacada de toda campanha de Obama. Os americanos precisavam acreditar em alguma coisa, em alguém. E qual a ironia? Um "salvador" que atende pelo nome de OBAMA HUSSEIN. E, mesmo assim, o discurso de "Hope", "Change. We can believe in", "Yes, we can" saiu exultante e apagou os fantasmas que o nome de Obama trazia toda vez que ele era pronunciado.

A campanha de Barack foi os 640,000 MILHÕES de dólares mais bem gastos que eu já vi em toda minha vida. Não só pelo discurso condensado em esperança, mudança e fé, mas também pelo fato de quem nem foi citado a palavra "negro". Não durante a campanha, só depois. O que é mais uma sacada. Afinal, não importa a cor, raça (se é que isso existe). O que importa, é a provável competência que Obama tem, para trazer a solução para o País. Nesse ponto, eu concordo totalmente com a equipe de Barack. Sou contra o discurso: "Votem em mim. Sou negro, fui escravizado, mereço isso". Não. Se você merece, é por que é competente. E não, pelo simples fato de ser negro. Antes de ser negro, você é um ser humano como todo mundo.

Concordo que foi um feito e tanto a ascensão de um negro à presidência de um país marcado por racismo e intolerância, como os EUA. Porém, só concordo com isso. Desculpem-me os sociólogos eufóricos com o fato de que os democratas estão no poder, mas eu não penso que ocorreu uma GRANDE mudança nisso. Pelo contrário. Na minha opinião, tirando o fato de um negro no poder, a história se repete mais uma vez.

Desde o presidente Franklin Pierce, em 1853, ocorre uma alternância de republicanos e democratas no poder dos EUA. Parece um jogo de sorte com dados viciados. Um game chato, onde os outros participantes (partidos menores) não atuam nem como figurantes. Não me assusto quando encontro alguém que nem sabe da existência de outros candidatos à presidência. Muitos americanos não sabem.

É incrível como a imprensa americana raramente cita o nome, não dá o resultado de votos ou simplesmente ignora os candidatos dos partidos nanicos. É como se eles nem existissem. Às vezes, quando alguém dá o resultado, faz assim:

Barack - X%, McCain -X%, "Outros" - X%

Na verdade, muitos deles (partido nanicos) são até investigados pelos órgãos de defesa do governo. Isso acontece, por que no imaginário coletivo americano, os partidos menores não passam de "reacionários comunistas".

Sistema eleitoral americano

A pergunta é: que sistema? Parece brincadeira, mas como um país de dimensões continentais, com mais de 200 milhões de eleitores, pode ter uma eleição tão desorganizada? Incrível! Muitos americanos perderam a oportunidade de votar por que, simplesmente, não sabiam onde votar. Ou por que foram relocados sem aviso prévio. Como pode?

Além disso, o fato dos EUA não ter uma justiça eleitoral, dificulta (e muito) as coisas. A apuração dos votos, por exemplo, é um caos! Cada Estado possui o seu sistema, forma de votação (cédula de papel, urna eletrônica, whatever) e apuração.

Porém, o pior de tudo é a imprensa partidária. A gente fica puto. Sério. Quem acompanhou o resultado pelas emissoras de TV (como eu) se sentiu totalmente perdido! Toda emissora dava um resultado diferente. A CBS (pró McCain) dava um resultado, a FOX ficava toda hora mudando os números (uma hora Obama tinha 3 delegados, outra hora tinha 8, depois tinha 3 de novo. Uma confusão!), a CNN nem se fala! E olha, que eu resolvi que nem ia ver o resultado pelos jornais!

Sem contar, que a imprensa não espera o fechamento das urnas (a apuração dos votos). Eles simplesmente fazem projeções e publicam como se fosse algo oficial. É nessa hora que um TSE faz muuuita falta. A CNN, por exemplo, já estava anunciando o Obama vencedor muito antes do pronunciamento de McCain reconhecendo a derrota.

Ainda tem o "sistema" mais-que-complicado de colégios eleitorais, onde o que conta não é o número de votos em si, mas o número delegados que cada Estado possui. É uma forma que muitos classificam como injusta e tal, mas antes disso, é extremamente retrógrada. Eu sei que os americanos são, predominantemente, tradicionalistas e conservadores, contudo, já está na hora de mudar esse "sistema". Eu tentaria explicar esse "sistema", mas aí, o post ia ficar enorme e você ainda correria o risco de não entender (hahaha!). Então, para resumir: o voto popular apenas direciona, mas não determina o voto dos delegados. O número de delegados pode ser determinado em poporcionalidade com a população ou pelo número de reprensentantes que cada Estado tem no Congresso Americano. Cada Estado decide como vai determinar os seus delegados.

Um exemplo da subjetividade e imprevisibilidade das eleições americanas foi a eleição de 2000. Al Gore conseguiu mais votos e Bush, mais delegados. Resultado? Bush won! Porém, logo na eleição seguinte, o Bush vai lá e mete 60 milhões de votos no J. F. Kerry! Vai entender os americanos!

Uma coisa legal que eu acho nas eleições americanas é a "politização" da população. Isso acontece, por que a população é que decide quem deve concorrer à presidência. Trazendo para a realidade brasileira, é como se você pudesse escolher quem do PSEILÁOQUE deve concorrer à presidência. Coisa que, no Brasil, é o partido que resolve e a gente tem só que aceitar e votar (azar o nosso).

Eu e as eleições americanas

As eleições dos EUA mexem muito comigo, confesso. Não só pelo espetáculo em si, mas pela imprevisibilidade da sociedade americana. Uma sociedade que é capaz de votar em um héroi midiático e que abraça totalmente propostas anti-midíáticas. Como, por exemplo, a proposition 8 (prosposta na Califórnia) que determina que duas pessoas do mesmo sexo não podem se casar. Detalhe, Obama declarou abertamente NÃO-apoio a essa proposta. E, mesmo assim, foi suuuper bem votado nesse Estado. Quero dizer, você vota em uma proposta que elimina o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo e depois vota em uma pessoa que não apóia a proposta da qual você é contra. Deu para entender? Muito louco isso!


Outro fato que eu a-mei nessas eleições, foram as discussões via Twitter. Quem se dispôs a acompanhar os debates e idéias que foram lançados via twitter, com certeza, ficou louco igual a mim. Não tinha como não se contagiar pelo clima e entrar na "briga". Digamos que os democratas do twitter não gostam muito de mim... Sinto falta agora, pois não posso mais provocá-los. E eu A-M-E-I! Mesmo com toda a hostilidade e os xingamentos recorrentes contra a minha pessoa.

Uma coisa que eu notei, é o fato de que os americanos amam dar palpite no país dos outros, mas quando a gente tenta manifestar quem deseja para ser o presidente deles, eles dizem que nós não podemos nos "intrometer" nesses assuntos. Como se o presidente DELES não fosse tomar medidas que afetam o MUNDO INTEIRO. Às vezes, me dava a impressão de que eles pensavam: "O mundo é aqui. O resto é resto". Ai, ai! É por isso que eu amava dar meu palpites no twitter. Lá, a resposta é imediata e influenciada pelo euforismo e pela velocidade das informações. Aprendi muito mais lá, do que em qualquer site de análise das eleições. Sabe o porquê? No twitter, você analisa. Você infere. Você entra em contato com as discussões, desejos, repulsas, impulsos e medos dos eleitores. Foi muito legal!

Para concluir, quero desejar boa sorte ao novo presidente dos EUA, Barack Obama. Eu sei que ele não vai trazer tanta "Change", afinal, ele tem os interesses do País dele para proteger, mas vamos ver no que vai dar.

AH! Antes que eu me esqueça... Mais dois "adendos": Barack diz que vai chamar republicanos pra trabalhar com ele (olha só a "change" chegando aí, gente!) e outra, eu estava torcendo pelo McCain (já que não deu o Huckabee, fiquei com o uncle McCain).

--

Pn. Nem falei das crônicas do Bial e do apoio da Globo.

Pn2. Nem falei da questão da "equiparação" absurda de Obama com o Martin Luther King.

Pn3. Eu sou uma "tagarela" mesmo.

bye.

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Change. We can believe in.

Bem, cansei do layout antigo. Era muito pesado, cheio de fru-fru* e enjoativo. Mudei, Mudei e Mudei.

Alguma objeção?
Pn. O link dos comentários tá ali em cima!
bye.

Eleições Americanas - 2008


Desde que Obama e McCain entraram oficialmente na corrida pela presidência dos Estados Unidos, os jornais não noticiam outra coisa. É claro que as olmpíadas e a Crise mundial tiveram seu momento de glória, mas nada que supere as eleições americanas.
O processo eitoral dos EUA começa muito antes disso tudo que vemos agora. Desde as sucessivas convenções de partido, até o lançamento da condidatural oficial, acontecem inúmeras negociações e a aplicação de muito, muito dinheiro no jogo.
A eleição americana é um espetáculo. O país ferve durante o ano elitoral. Porém, esse ano de 2008 está sendo (desculpe o gerundismo) um marco. Não que os anos anteriores tenham sido pouco impotantes, mas é que agora, os democratas têm a chance real de chegar a presidência.
Os republicanos sempre tiveram mais chances de ocupar o maior cargo do país, por causa da tradição conservadora. Porém, depois do fiasco total que foi o governo Bush (hostilizado dentro do próprio partido), fica beeeem mais difícil manter a "linhagem republicana" no topo. Até mesmo, John McCain, o mais democrata dos republicanos.
A autora desse blog desejava, do fundo do coração, que o embate desse ano fosse composto por Hillary Clinton (pelos democratas) versus Mike Huckabee (pelos republicanos), mas, infelizmente, os Yankees optaram por McCain e Obama... Então, here we go!

ELEIÇÃO DOS FENÔMENOS
Obama
O primeiro fenômeno dessa eleição é "Barack Obama Hussein II". E não por que ele é o "Salvador da Pátria", como a imprensa nos faz acreditar, mas por outros pontos que merecem destaque.
- Primeiro: a sua chegada no Senado americano em 2004. Embora ele tivesse sido senador estadual de Illinois por oito anos, ele não tinha tanta projeção nacional.
- Segundo: o feito de ter vencido ninguém mais, ninquem menos que Hillary Clinton. Isso foi um feito e tanto, pois, se fossemos parar para pensar,"quem era Barack Obama até o ano passado?"
- Terceiro: ele ter conseguido chegar até onde está hoje com o nome "Barack Obama Hussein II". O caro leitor desse blog deve estar se perguntando: "O que essa garota bebeu antes de redigir esse post? O que isso tem a ver?" Eu respondo: tem muito a ver. Parece inacreditável, mas tem gente nos EUA que liga sim para esse tipo de coisa. O próprio Obama admitiu que o nome dele não é "presidenciável". Em um jantar beneficente ele afirmou: "Muitos de vocês sabem que eu recebi o nome (Barack) do meu pai, que também era Barack, mas eu recebi meu sobrenome de alguém que pensava que eu nunca iria concorrer a presidência." É unf***ingbelievable, mas é "vero".
Palin

O segundo fenômeno é Sarah Palin. Não tem como negar a influência dessa mulher na campanha de John McCain. E isso é fácil de ser compovado. Quer testar? É só perguntar quem é o vice do McCain e depois, perguntar quem é o vice do Obama.
A contribuição de Palin é tão real que, o anúncio de que ela seria a vice de McCain causou um frisson em todo País. Foi o chamado "Palin effect". O impacto foi tão visível que, um dia depois, os democratas enviaram um grupo de 30 pessoas ao Estado do Alasca para "vasculhar" a vida de Palin. O chamado "esquadrão da verdade" encontrou um caso que eles classificaram como "abuso de poder": Palin demitiu seu cunhado depois que ele se separou da irmã dela. Outro fato é que a filha dela está grávida do noivo (e aqui cabe aquela pergunta, lembra? "O que isso tem a ver?" Em questão de eleição americana, VALE TUDO).

Joe the plumber

"Joe, o encanador" é o principal exemplo de que essas eleições estão ocorrendo de um modo realmente diferente do que já se viu. O tal fenômeno surgiu em um "corpo-a-corpo" do candidato democrata, Barack Obama. Joe abordou Obama e o questionou sobre a política fiscal do referido democrata. Barack ficou meio que sem resposta e Joe the plumber virou o principal exemplo da campanha de John McCain. O encanador foi citado muitas vezes nos debates e discursos dos presidenciáveis e passou a ter um lugar reservado no palanque de McCain.
Como nem tudo é glória e glamour, a vida de Joe foi "vasculhada" (provavelmente pelo "esquadrão da verdade") e descobriram que ele trabalha como encanador, mas não tem licença para isso (e aqui cabe, de novo, aquela perguntinha: "O que isso tem a ver?").
Imprensa pró-Obama
O quarto fenômeno é o apoio que a maioria da imprensa está dando para Obama. Grandes jornais como: Washington Post, The New York Times, Chicago Tribune, Los Angeles Times, entre outros, declararam apoio ao democrata.
A imprensa americana nunca esteve tão democrata. É bem difícil encontrar uma notícia que desfavoreça Barack Obama. E isso reflete no resto do mundo, pois os meios de comunicação dos outros países se baseiam nos veículos americanos. Muitos dos veículos brasileiros, por exemplo, só "reproduzem" o conteúdo das agências internacionais.

Internet

O post está enorme, mas eu tenho que falar da internet, pois, nessa eleição, essa ferramenta tem sido importantíssima para os dois candidatos e, principalmente, para Obama. Se você visitar o youtube, twitter, facebook e, até mesmo, o orkut, verá como a eleição americana está tão em alta. Além disso, existem também os inúmeros blogs e sites que foram criados em apoio aos candidatos.

Na internet você pode votar, debater e até mesmo jogar com o tema "eleições americanas". A rede se tornou mais um meio de divulgação dos candidatos . A vantagem da internet são os baixos custos e a facilidade de veiculação, já que o material fica exposto ao alcançe do mundo todo.

Vou terminar o post pedindo desculpas pelo tamanho e agradecendo por você ter lido até aqui. Se não quiser comentar, eu entendo. hahaha!


Beijosmeligaseforprafalardeleiçõesamericanas

--

PN. Eu ia escrever sobre quem eu acho que deve ganhar, mas o post ficou enorme. Talvez faça isso amanhã.

PN2.Eu me empolgo mesmo quando o assunto é eleições americanas, mas aposto que esqueci alguma coisa.

PN3.Você é um guerreiro se conseguiu ler até aqui. Parabéns!


 

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