Ei, tá acordado?

Puts! Cheguei! Até que enfim!
Rodei mais 900 Km no primeiro dia. Atrevessei o Piauízão e cheguei na Bahia. Foram umas 13 horas de estrada. Uma parada para o almoço em Elizeu Martins (PI) - não recomendo essa cidade para um almoço - até chegar em Formosa do Rio Preto (BA) e pernoitar numa pousada charmosinha, cheia de mosquitos e com o chuveiro elétrico desregulado.
Cansei de ver plantação na Bahia. Soja, milho. Milho, soja. Eucalipto.
No Goiás é só verde, música sertaneja - é só entrar no Estado e você ouve: "No dia em que eu saí de casa minha mãe me disse 'filho, vem cá'"- e uma estrada reta forever. Nada de curvas.
Brasília é lindinha como qualquer cidade planejada. Tudo no seu devido lugar. E a capital não faz vergonha. É bem sinalizada e organizada.
Pérola da viagem: um motorista que vinha no sentido oposto da rodovia, acendeu e desligou o farol. Eu perguntei:
O que isso quer dizer?
Meu irmão responde:
- Pode significar "perigo", "Blitzen" ou o outro motorista tá perguntando tipo assim: "Ei, tá acordado?".
Como assim perguntando se a gente tá acordado??? Conversa paralela na estrada???
Pedi pro papai responder assim:
- Tô acordado sim. E vc? Tá indo pra onde?
Agora, algumas fotos que eu tirei na estrada...
Pôr-do-sol na divisa PI/BA:
A Bahia e suas estradas bem sinalizadas:

Hoje de manhã na pousadinha que fica perto do mato, que tem muito mosquito:

Plantação de soja na Bahia. Não sei pra que tanta soja!

O Goiás com seu verde sertanejo e suas estradas retas:

Por enquanto é isso.

Viajando...

Postando só pra avisar que amanhã eu estarei viajando para Brasília, então, o blog vai passar as próximas duas semanas sem muita atualização (a não ser que eu consiga um tempinho para postar algo).

O máximo que vou poder fazer é postar no twitter pelo celular. Porém, como eu sei que algumas pessoas que leem* esse blog não possuem conta no twitter, eu coloquei um aplicativo ali no sidebar que mostra as últimas cinco atualizações do twitter.
Para quem tem twitter, é só me seguir e ficar ligado no @LayannaMaiara!

* reforma ortográfica, oi?

PN. Se pá, até consigo fazer uns vídeos legais para postar aqui! ;D

Bjos! Tô terminando de arrumar as malas.


Photo by: Flávio Cruvinel (flickr)

Do you ever Google yourself?

Todo ano, a Newsweek faz a chamada "Oscar Roundtable" (mesa redonda do Oscar). Na ocasião, são chamados seis atores ou diretores que bombaram, para conversarem e opinarem sobre os trabalhos uns dos outros.
Esse ano foram convidados: Brad Pitt, Anne Hathaway, Frank Langella, Robert Downey Jr., Sally Hawkins e Mickey Rourke.
Eu fico de olho nessas mesas redondas da Newsweek, por que SEMPRE sai muita coisa boa de lá. Esse ano não foi diferente.
Pergunta: Frequentemente, quando nós entrevistamos atores, eles contam como está ficando cada vez mais difícil impor um limite entre o público e o privado, especialmente na internet. Algum de vocês já 'deu um google' em si mesmo?
-
Alguém concorda comigo que o repórter queria saber se algum deles tinha 'googlado' o próprio nome e inventou esse lance de 'público-privado' só para disfarçar? Pq, vamos combinar, NADA A VER, a questão 'público-privado' com uma auto-pesquisa no Google.
-
Melhor do que a mancada do repórter, só a resposta do Brad:
Brad:Deus amado, não! Nunca. Primeiramente, eu não sei nem mexer em computador.
Ao que o repórter pergunta:
Você tem um BlackBerry?
Brad: Oh, sim. Eu tenho um BlackBerry.
-
Alguém concorda comigo que o repórter quis dizer "Tipo, sem chance de você saber mexer num BlackBerry e não saber mexer num computador"? Que cara sutil!
-

Oh, My God! What the fuck is that?

Olha, fica difícil acreditar que ele não saiba mexer em um computador e que, ao menos uma 'vezinha', não tenha colocado o próprio nome no Google.

Ok, Brad, eu faço isso por você.

O Google diz:

"Results 1 - 10 of about 25,700,000 for Brad pitt. (0.15 seconds)"

Agora com o meu nome:

"Did you mean: Lahaina Maiara"


E você, já 'deu google' no seu nome?

Comente aqui.

H.

Trabalho feito. Os americanos elegeram e compareceram em peso à cerimônia de posse de Barack Obama. "Mais de 2 milhões", disse a CNN. O resto do mundo assistiu apreensivo. A Wall Street ignorou o clima de festa e desabou.

Obama supreendeu no discurso. Ele foi bem moderado e com um tom decididamente diferente dos discursos apoteóticos e emocionais da época de campanha. Jon Favreau, o co-autor do discurso histórico e de muitos outros durante a campanha de Obama, passou meses estudando discursos de políticos do mundo todo. Nos momentos livres, o cara costumava jogar vídeo game. Ele só tem 27 anos.

Outro detalhe da posse que merece ser citado. foi a forma com Obama foi anunciado. O sobrenome 'Hussein' foi estranhamente suprimido. O apresentador da cerimônia chamou: "Barack H. Obama".

Enfim, uma cerimônia de posse histórica, com direito a público recorde. E, depois de ontem, ironicamente, a palavra de ordem começa com "H": HOPE.

Photo by: o genial Darren Pearson

Vai comentar? Então clica aqui!

Já mediste a tua inteligência?

Estava eu, em site desses, fazendo uma das minhas pesquisas diárias, quando eu me deparo com a seguinte propaganda do site Teste QI BRASIL:

Segundo informações do próprio site:

- A inteligência é a capacidade mental de raciocinar, planejar, resolver problemas, abstrair e compreender ideias, utilizar linguagens e aprender.
- O QI - quociente de inteligência - é um índice calculado a partir da pontuação obtida em testes que compreendem as capacidades relacionadas com a inteligência.
- 100 é o valor do QI médio, considerado "inteligência normal".
- O teste de QI leva em conta a idade do indivíduo, o gênero, as respostas certas e erradas, assim como o tempo necessário para responder.

E, já que o teste é DO BRASIL...a pergunta que fica é: por que a imagem não é essa?

Comentários? Aqui!

And the book goes to...


Afonso Rodrigues. Por responder primeiro e com a resposta correta (mesmo que retoricamente, como bem destacou a Rosa nos comments do post anterior).

Para quem não ganhou e ficou só na vontade, não lamentem. Essa foi só a primeira promo do ano.

Congrats, Afonso!

Primeira Promo de 2009!

Assista o vídeo!




É dada a largada!!!!

Quem vai ser o primero sortudo a clicar aqui?

Cidadãos de Rafah

7 de janeiro de 2009, Rafah (Sul de Gaza Strip).
Eram quase oito horas da noite e eu estava no quarto do hotel. Não sabia o que fazer. Para falar verdade, estava em pânico. Não se pode dormir. Não com todo esse barulho e esse desespero no ar. Não era justo - e nem seguro - descansar e saber que outras pessoas estavam morrendo lá fora.
BOOOM!!
Era um bombardeio. Eu sabia. Eu sabia. Os israelenses tinham vindo para cá mais cedo com os aviões e jogaram os panfletos que diziam:
"Cidadãos de Rafah,
Devido ao uso que o Hamas faz das suas casas para contrabandear e armazenar munição, a Força de Defesa Israelense irá atacar suas casas da rua à beira-mar até a fronteira com o Egito. Para as pessoas que vivem nessas áreas: Bloco O, Campo Al Brazil , Área Al Shora e Área Qishta, todas as casas além da rua à beira-mar devem ser evacuadas. Vocês terão tempo, da hora que vocês receberem este folheto, até 7:00 horas da manhã seguinte. Para a sua segurança e das suas crianças, siga o que este foleto diz.

Comando da Força de Defesa Israelense."

Carlos bateu na minha porta desesperadamente. Gritou pelo meu nome perguntando se eu estava bem. "Estou", respondi. Mas não estava. Não estava mesmo. E quem estava?
Sentei na cadeira, liguei a TV e fiz contato com o Brasil. Dei todas as informações, fiz um relato sobre como estava a situação da cidade de Rafah e o sobre último bombardeio. Nunca pensei em ser correspondente de guerra, mas era o meu trabalho e eu tinha que fazer.
Adormeci. Talvez o barulho das sirenes, gritos e todo o alvoroço não me incomodava mais. Ou eu estava extremamente cansada.
De manhã, Carlos bateu de novo na porta. Eu já estava acordada. Abri a porta e ele disse: "Vamos. Podemos tirar algumas fotos, pegar alguns depoimentos". Isso me pareceu insensível demais. "Tudo bem", disse eu. Preferi não contrariar, afinal, Carlos já esteve em três guerras. E eu não queria parecer novata.
Saímos daquilo que nos disseram que era um hotel. Estava com a minha câmera fotográfica. E as cenas eram terríveis. Muita gente tinha deixado a cidade depois dos folhetos israelenses. Alguns deixaram suas casas, seus pertences, suas lembranças, para salvarem suas próprias vidas.

Muitas pessoas estavam desnorteadas. Andavam em grupos nas ruas sem saber para onde ir, sem saber onde era seguro, já que alguns lugares resguardados pela ONU tinham sido alvejados. Ouvi relatos de uma mulher que passou a noite literalmente vagando pelas ruas.
A explicação de Israel para os bombardeios era a mesma:"O Hamas está usando a casa de civis inocentes para guardar munições. Fazem dos civis verdadeiros escudos". Talvez fosse verdade que algumas casas eram usadas para isso. Porém, uma boa parte de uma cidade estava destruída por conta das especulações israelenses, não só ALGUMAS casas.
A resposta do Hamas era: "Israel está destruindo casas de civis que não têm ligação com o movimento. Está transformando a região em um campo de testes para todos os tipos de mísseis ar-terra".
A verdade é que, nessa guerra, não dá para apontar o culpado, mas é perfeitamente possível contar as vítimas.

O Hamas passou meses atirando mísseis e mandando homens-bomba para o território judeu. Ao passo que Israel está respondendo com essa ofensiva. Nem nas três horas diárias de cessar-fogo a guerra "cessa". O Hamas continua lançando mísseis para Israel nesse espaço de tempo.

A guerra nunca acaba. E parece nunca vai acabar. Hoje mesmo está se formando uma nova geração de palestinos que odeiam Israel e estão se alistando para morrer. A mesma coisa acontece em Israel, onde se alistar no exército é obrigatório tanto para homens, como para mulheres.

É constrangedor registrar o sofrimento dessas pessoas. Chegar em uma situação como essa, lançar um flash em suas faces e perguntar o que eles perderam ou deixaram para trás é incrivelmente embaraçoso.

Amanhã começa outro dia. E, em minha orações, eu só peço uma coisa: sem folhetos para amanhã, Senhor.

--

O personagem é fictício, mas a história é baseada em informações e relatos da guerra em Gaza. Esse conflito Palestina-Israel parece interminável.

Fotos: Rafah kid

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Descanse em paz, Bandido.

Uma das principais manchetes do programa Bom Dia Brasil da Rede Globo:
Barretos chora morte do touro Bandido
Morreu o touro que tinha nome e cara de mau, mas era queridíssimo em todo o Brasil. Ficou famoso e fez carreira em novela.

A cidade de Barretos prestou muitas homenagens no enterro dele, com flores, emoção e toque de berrante. Bandido agora descansa em um parque.

[...]

Leia a notícia toda aqui.

Ah! Por favor, não deixem de conferir o vídeo também.

Bandido na época das gravações da novela América em 2005

Por favor, um minuto de silêncio.

Deixe seus pêsames aqui.


 

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