Uma palavra: patético.

Depois de todas as denúncias e representações feitas contra o Senador Sarney, ele foi absolvido antes de ontem no "Conselho de Ética" do Senado. Foi um fato daqueles que o povo brasileiro está acostumado a ver. Um acontecimento sem explicação, onde alguns dos principais interessados na renúncia ou afastamento do Presidente Sarney votaram a favor do arquivamento das denúncias contra o parlamentar citado.

Feitos como esse só confirmam o fiasco explícito que é o Congresso Nacional Brasileiro (com todo respeito). Alguns cometem seus crimes, outros se aproveitam e posam de "mocinhos" para convencer a opinião pública de que são honestos. Estes mocinhos fazem discursos inflamados, voiciferando contra a corrupção e afirmando categoricamente que estão a favor da Nação. Porém, logo depois, votam a favor do arquivamento de denúncias e abafam o caso.

Uma palavra que resuma o Senado brasileiro? Decadente. Decadente, sim. E não venham me dizer o contrário. Repudio solenemente os discursos patrióticos de que "precisamos acreditar nas Instituições que representam o povo brasileiro, pois nem todos que estão lá são desonestos". Rebato dizendo que sei que há uma minoria preocupada com as necessidades do povo brasileiro, mas, pelo visto, ela não tem sido suficientemente forte para fazer frente à maioria corrupta.

Hoje, o Senador Aloizio Mercadante revalidou a visão que tenho do cenário atual do Senado desse País. Ele não só provou ter mais do que duas palavras, como tentou justificar de maneira patética - e quando falo "patética", falo no significado real da palavra - a sua permanência na liderança do PT no Senado.


Depois de uma reunião de cinco horas com o Presidente Lula, Aloizio declarou em discurso feito hoje no Plenário que "não tinha condições de dizer não ao pedido do Presidente". Agora, se essas palavras não parecem patéticas pra você, leia então a carta do Lula para o Mercadante.

Em face desses acontecimentos, não tenho condições de não considerar o Senador Mercadante conivente com a atual situação do Senado. Sei de todas as contribuições que tal figura política fez a esse País, mas simplesmente aceitar ser "dobrado" pelo Presidente Lula em detrimento da atitude correta a ser tomada foi vergonhoso. Com todo respeito, se o senhor não consegue dizer "não" ao Presidente, desconsiderando assim, as suas próprias convicções, imagina então o que faria se o pedido do Lula fosse ainda mais comprometedor .

Falando em Lula, o que dizer dessas repetidas intervenções do nosso chefe maior no funcionamento do Senado? Nem sei o que dizer. Vira e mexe o Presidente anda arranhando a autonomia da Casa. E não foi assim com relação à suposta renúncia de Sarney? Ele chamou o Senador do Amapá para uma conversa assim como uma mãe faz quando o filho faz arte. Concordo que o Legislativo deve aliar-se ao Executivo para tomar decisões que melhorem a condição de vida do povo, mas, ao mesmo tempo, o Legislativo não pode, de maneira alguma, abrir mão de sua autonomia. Se isso se consuma de fato, o Estado perde sua característica democrática e ganha aspectos autoritários.

Apesar dos fatos e do leite derramado, penso que ainda há solução. A mais urgente é renovar os poderes. Precisamos de caras novas, projetos novos e realmente relevantes. É necessário recomeçar.

Comentários? Aqui.

"Quem canta os males espanta"

Enquanto isso... No Senado...

O Senador Suplicy interpreta a música "Father and Son" de Cat Stevens na sessão de sexta feira (07/07/2009).




Singelo.

Efeito dominó

Sempre achei incompetente a cobertura que as agências internacionais fazem do conflito entre israelenses e palestinos. Eles simplesmente não entendem que aquilo não é SÓ um conflito que envolve disputa por território, mas é também religioso. Na verdade, a disputa territorial acontece em consequência do choque de duas grandes religiões.
Agora, o que tem se tornado extremamente evidente é a ausência das "vozes israelenses" nas matérias.
Ontem o UOL Notícias publicou uma matéria sobre uma nota emitida pelo governo brasileiro, na qual o Itamaraty se posicionava contra "a retirada de cerca 50 palestinos de suas casas em Jerusalém Oriental, que foram posteriormente ocupadas por cidadãos israelenses". Juro que procurei por alguma fonte israelense na matéria, mas não encontrei.
Provavelmente a matéria ficou "incompleta" porque o UOL Notícias se baseia nas informações transmitidas pelas agências internacionais. É um erro em cadeia. Lamentável.

... Só preciso de mais tempo, ok?


 

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